segunda-feira, 18 de abril de 2011

Simbolos da Páscoa A.C

Encontrei este texto que junto em baixo com alguns significados da mesa de Páscoa Judaica, antes de Jesus Cristo, quando na Páscoa era celebrada "A passagem", lembrando o êxodo, a saída do povo hebreu do Egipto para Canaã. Em Deuteronômio 6:21 lemos: "Então dirás a teu filho. “Éramos servos de Faraó no Egito, porém o Senhor nos tirou com mão forte do Egito”. Quer dizer literalmente: o povo foi arrancado da escravidão."


(por Ágabo Borges de Sousa)
     A Páscoa judaica é marcada sobretudo pela refeição (Seder) pascal, que é feita em família. Além do jantar em família, eram celebrados ritos no templo, incluindo o sacrifício do cordeiro, hoje não se celebram mais esses ritos, mas há leituras nas sinagogas.
   No jantar da Páscoa há alguns elementos importantes como o cordeiro assado, pães ázimos, ervas amargas, ervas doces e o molho doce com cor de tijolo. Na época do templo ocordeiro pascal era sacrificado no próprio templo, porém com sua destruição isso não foi mais possível, mas ficou a lembrança. Pois, na bandeja da Páscoa sobre a mesa do Seder, deve ter um osso grelhado, para lembrar do cordeiro e um ovo, "para lembrar as oferendas festivas que acompanhavam os sacrifícios" (Mansonneuve, Festas Judaicas, p. 31). Talvez venha daí nossa tradição do "ovo da Páscoa", tão condenado por muitos hoje.

   O jantar da Páscoa tem um carácter eminentemente didáctico, ele ensina às gerações mais novas a torah oral, pois o filho mais novo pergunta o sentido de cada elemento e o pai ou oficiante responde com base nos textos da torah, conforme ensinou Hillel e Gamaliel. O rabino Gamaliel dizia: Quem não explicou os três elementos que acompanham a Páscoa não cumpriu com sua  obrigação. Essa explicação se dá no Seder como resposta às perguntas do filho menor.
   O Cordeiro Pascal (pesah) "é o sacrifício da páscoa de Jahwé, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou nossas casas" (Ex 12.27).
   O Pão Ázimo (matsah) simboliza a falta de tempo de fermentar a massa do pão na saída do Egipto. "E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque ela não tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não puderam deter-se, nem haviam preparado comida." (Ex 12.39).
    As Ervas Amargas (maror) têm seu lugar porque os Egípcios tornaram a vida dos israelitas amarga com o sofrimento da escravidão. "Assim lhes amargurava a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os faziam servir com dureza (Ex 1.14)". Hillel introduz ainda o molho doce, cor de tijolo, lembrando a
produção de seu trabalho, no qual é embebida a erva amarga para comer, pois a amargura da servidão se tornou em doçura, graças à salvação. Esse também será o sentido das ervas doces.
    O aspecto didáctico da Páscoa é prescrito em Ex 12.25-26. Há no Midrasch a apresentação de quatro filhos, que representam quatro posturas diante da cerimonia.
        1. O sensato, que quer aprender o sentido da Páscoa, por compreender ser ordenança de Jahwe;      
         2. O insensato, que não se compreende como parte da comunidade pascal, se excluindo de sua própria origem;
        3. O ingénuo, que desconhece o sentido e é esclarecido
       4. O que não sebe fazer pergunta, a este é explicado por iniciativa do pai.

Quaresma 2011

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