segunda-feira, 25 de junho de 2012

Livres para quê?


Olá Amigos, 

resolvi partilhar este ensinamento da Canção Nova

Livres para quê?

Embora a modernidade tenha aberto muitas possibilidades ao  homem, poucos se comprometem, verdadeiramente, com um ideal que valha a pena. O homem moderno parece ter-se libertado de muitos obstáculosque entravavam a sua liberdade de fora, mas não consegue libertar-se das suas limitações internas.










Livres para quê?Grande parte da atual confusão acerca da liberdade se deve ao fato de pensarmos que ela consiste na ausência de restrições externas, esquecendo-nos de que são mais importantes as limitações internas, procuradas ou aceitas, que impedem o desenvolvimento da nossa verdadeira personalidade. Trata-se essencialmente de possuir e de saber exercer um potencial interior que inclui – em íntima relação – o domínio de si, a posse de si e a realização pessoal.

"Tornas livre um homem – dizia James Farmer, destacado líder da campanha em favor dos direitos civis do negro americano –, mas ele ainda não é livre. Falta ainda que se liberte a si mesmo". E Nietzsche escreveu: "Julgas que és livre? Fala-me da raiz dos teus pensamentos, não de como te livraste do jugo. Achas que foste capaz de livrar-te dele? Muitos abandonaram todos os seus valores ao rechaçarem as suas servidões. Livre de quê? Que importa isso a Zarathustra? Olha-me nos olhos e responde-me: livre para quê?...”

O homem moderno quer ser livre, mas o seu problema consiste em não saber para quê deve ser livre. Como resultado, há o perigo de perder ou abandonar a sua liberdade, nem que seja pela simples razão de que é, cada vez menos, capaz de propor-se uma meta que valha a pena, para a qual possa orientar essa mesma liberdade.
Estancados na encruzilhada

Em última análise, de pouco serve a liberdade a um homem que careça de valores ou de ideais e, menos ainda, a quem tenha medo de comprometer-se. Ora, não há dúvida de que o homem moderno está inseguro dos seus ideais e nada disposto a comprometer-se com eles.

De pouco serve a liberdade àquele que carece de valores ou ideais, porque, não tendo, na sua vida, metas que valham a pena, as suas opções têm pouco ou nenhum valor real. Fundamentalmente, o seu problema é que não é capaz de respeitar as coisas que escolhe, porque escolheu coisas sem valor. Mesmo na hipótese de que haja mais liberdade no mundo de hoje, de que ela serve a um mundo que perdeu grande parte dos seus critérios de valor? É muito triste orgulhar-se de se ter, finalmente, aberto todos os caminhos, de se ter varrido todas as restrições que o entulhavam e, ao mesmo tempo, ter a crescente convicção de que são caminhos que não levam a parte alguma.
De que serve ter aberto todos os caminhos se, no fundo, há o medo de escolher um dentre eles ou, até mesmo, de fazer um pouco mais do que tímidas tentativas se, quando muito, ensaiam-se uns passos por determinado caminho, mas logo se está inclinado a desandá-lo por tédio ou por cansaço, para depois experimentar outro caminho (outro trabalho, outro homem, outra mulher...) e outro e outro?
O homem de hoje contempla com tanto receio à possibilidade de se comprometer que está em perigo de paralisar, voluntariamente, o seu poder de escolha, a sua própria liberdade. Escolher é comprometer-se. Toda escolha é um compromisso. Por isso, aqueles que têm medo de escolher ou se limitam às tentativas que abandonam rapidamente, contradizem e anulam a sua própria liberdade.
O homem moderno, como o homem de todas as épocas, está na encruzilhada de vários caminhos, mas enquanto tiver medo de se comprometer, ficará estancado na encruzilhada.

Fonte:


Comunhão




quinta-feira, 17 de maio de 2012

Novena de Pentecostes - 18 a 26 Maio


                      Novena de Pentecostes

Introdução

“Família, torna-te aquilo que és.”
João Paulo II
“Família que reza unida, permanece unida”

Se possível reza a Novena com outro irmão/irmã ou mais: 
“Pois onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles.” (Mt 18, 20)

Nesta Novena de Pentecostes, somos convidados a contemplar a presença do Espírito Santo na nossa vida, a partir da Regra de Vida Espiritana e à luz da Palavra de Deus. Como tema de fundo, estará, na oração inicial, o lema deste ano:
Vem, Espírito Santo!

O esquema que se propõe é simples. Pode e até deverá ser adaptado a cada circunstância, pessoal ou comunitária. Exemplos, de adaptação à família que reza a Novena:

para a comunidade “Pneumavita” onde se lê família Espiritana substitui-se por família “Pneumavita” ou  para o grupo Pneuma “Amigos de Jesus” onde se lê família Espiritana substitui-se por família “Amigos de Jesus” ou para o grupo Pneuma “Pedra Angular” onde se lê família Espiritana substitui-se por família “Pedra Angular”

Esquema:
  1. Invocação ao Espírito
  1. Palavra de Deus
  1. Regra de Vida (Espiritana)
  1. Ressonância/Partilha e ou Preces
  1. Oração
  1. Cântico: (à escolha)

Encontra-se em baixo um link com toda informação e documentos sobre a novena


Ser cristão de verdade é ser amigo de Jesus

No Evangelho de  Segunda feira, 14 Maio lemos João 15,9-17 onde podemos encontrar parte da leitura saída na formação do grupo Amigos de Jesus. 


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 
9Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 
11E eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.
16Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros. 



Vejamos o comentário feito pelo Padre Bantu Mendonça da Canção Nova
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Jesus continua se despedindo dos Seus discípulos. No texto de hoje, Ele insiste que permaneçamos no Seu amor e propõe, como novo mandamento, a caridade: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando”.
Assim como o Senhor, por amor, tornou-se nosso amigo de verdade, Ele também nos convida a fazer o mesmo. Que todos nós continuemos unidos a Jesus por meio do Seu próprio amor. N’Ele e por Ele, sejamos amigos uns dos outros. É importante lembrar que “amar uns aos outros” não é apenas uma expressão.
A iniciativa, porém, é de Jesus: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”. A afirmação se refere à proposta mais do que ao mandamento, isto é, o amor partiu d’Ele, não de nós. Desse amor se desprende a vitalidade e a amplidão da Sua missão. Baseada nisso, a resposta dos discípulos se torna fecunda em frutos duradouros.
Assim como os discípulos, a nossa oração ao Pai também será ouvida. Por isso, precisamos acolher o apelo de I Coríntios 13,1-3: “Se eu falasse as línguas dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, eu nada seria. Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me entregasse como escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria”. Portanto, é exigido de todos nós que sejamos cristãos de verdade.
O cristão é uma pessoa diferente, porque tem um sorriso sincero. Sua forma de agir e reagir é autêntica: sem exageros, sem bajulações, sem falsidade, sem nenhum interesse, sem medir esforços quando vai prestar ajuda, sempre correto nas suas considerações ou avaliações. O seu ‘não’ é sempre um ‘não’ e o seu ‘sim’ é sempre um ‘sim’, pois nunca promete o que não pode cumprir, ou seja, o cristão é aquele verdadeiro amigo não apenas das horas alegres, mas também nas horas de dor e sofrimento. Ele é parecido com os nossos pais: observa nossos defeitos, nos alerta sobre eles, mas, em seguida, perdoa-nos, pois sabe como somos na realidade. O amigo não poupa esforços para nos ajudar e corrigir.
Ser de Cristo é sempre desejar para o outro o mesmo que desejamos para nós, não nos preocupando com lucros ou glórias pessoais. Ser cristão é tentar imitar Cristo, seguindo Seus ensinamentos. É estar na amizade com Ele, mas sem querer “guardá-Lo” só para si. O cristão de verdade é aquele que leva o Senhor até o irmão por meio de bons exemplos, da explicação da mensagem de Jesus, da correção fraterna e com as mãos estendidas.
É amando o próximo, como a nós mesmos, que cumpriremos o mandamento do amor de Deus.
Padre Bantu Mendonça

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A minha conversão foi uma benção de Deus




Como é fácil falar do que fui e do que sou, como é difícil testemunhar Quem me transformou. Sempre fui uma pessoa crente em Deus, verdade seja dita, por razões de educação e nunca por iniciativa própria, o que não me impedia de criticar a Igreja, os Sacerdotes e os fiéis. Para mim era inconcebível a ideia de assistir a uma Missa, não me dizia nada, só frequentava a Igreja para Casamentos e Baptizados. A revolta, a angústia e a ansiedade dominavam os meus dias. Tudo era complicado, nada corria bem, o fardo estava a ser pesado para carregar. Todo o trabalho que sempre desempenhei, apesar de gratificante, nunca me preencheu, faltava sempre algo.

Um dia houve um "anjo da guarda" que me disse que conhecia uma Missa diferente, mais alegre, na qual já tinham sido testemunhados vários milagres, e achava que eu não tinha nada a perder. Pensei que o meu conhecimento era pouco em termos de fé e que só poderia criticar depois de presenciar, logo, para tal teria de ir assistir, apesar de duvidar.

Presenciei uma noite de Adoração, que no início só pela curiosidade permaneci. Quando o Santíssimo passou, toda a minha vida se transformou. Depois de um ataque de choro incontrolável (que até hoje não consigo explicar a razão) renasceu um novo "eu". Desde esse dia a Paz do Senhor reina em mim e uma força enorme me move todas as terças-feiras. Procurei saber mais sobre o catolicismo e recentemente fiz a primeira comunhão. Durante dois anos passei incógnita e procurando falar o menos possível sobre as minhas terças-feiras e teria continuado não fosse o retiro orientado pelo Pe. Marco Túlio que me transformou ainda mais, por incrível que me parecesse. Senti um cansaço enorme, é só o que retenho, mas após o retiro assustei-me, cheguei a pensar que estava louca, tal era a felicidade e o amor que sentia sem razão aparente e perdurou muito tempo ( 1 mês ). Durante esse mês procurei apoio no grupo dos Amigos de Jesus que me tranquilizaram uma vez que constatei que não era caso único, e desde esse dia não mais deixei de comparecer, uma vez que reconheci a sua importância para jovens que iniciam uma caminhada sem nenhuma preparação, como eu. Não tem sido fácil racionalmente aceitar toda esta minha transformação dada a sua rapidez, mas estou firme nesta minha caminhada.

Para terminar gostaria de testemunhar que hoje ao invés de me esconder, aconselho as pessoas a assistirem á oração e procuro difundir o mais que posso que Jesus está Vivo e que foi Ele quem me transformou. Eu te agradeço Senhor, por tudo o que fizeste, por tudo o que estás a fazer e por tudo o que ainda vais fazer por todos nós


Paula Rodrigues

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ressuscitou

"Porque buscais entre os mortos Aquele que vive? Não está aqui; ressuscitou!" (Lc 24, 5-6)








Mensagem do Papa Bento XVI no domingo de Páscoa

"...É um encontro que muda a vida: o encontro como um Homem único, que nos faz sentir toda a bondade e a verdade de Deus, que nos liberta do mal, não de modo superficial e passageiro mas liberta-nos radicalmente, cura-nos completamente e restitui-nos a nossa dignidade. "